quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Concertos de Natal

No dia 14 de Dezembro de 1996, o coro participou num Concerto de Natal na Sé Patriarcal de Lisboa,. por ocsaião do 70º aniversário do escutismo em Lisboa, juntamente com o organista António Duarte, o Coro Laudate e o Coral Renovação.
Em 2002, e também a 14 de Dezembro, apresentou-se em Concerto de Natal na Igreja de S.Pedro da Ericeira, a convite da Câmara Municipal local. Neste concerto apresentámos reportório natalício e mariano para coro e órgão ibérico, com a participação do organista António Mota. Mea culpa: fiz o coro cantar um Te Deum que já era agudo um tom acima, porque me enganei a dar o tom.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Rio Maior

No dia 13 de Dezembro de 1996, o coro participou num Concerto de Natal na Igreja de S.Vicente de Fora, organizado pela Junta Regional de Lisboa do Corpo Nacional de Escutas. Em 1998, apresentou-se Concerto de Natal, também a 13 de Dezembro, na Igreja da Misericórdia de Rio Maior. Para a memória deste evento ficou o frio que estava na igreja (lembro-me do gelo na ponta dos dedos, ao dirigir, e do vapor a sair da boca dos coralistas) e ficou também o lauto repasto que nos foi oferecido a seguir, proventura o melhor lanche em toda a vida do coro, que foi bem recompensador das condições em que assegurámos uma hora de programa a cappella.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Imaculada Conceição


No dia 8 de Dezembro de 1999, o coro cantou na Missa da Solenidade da Imaculada Conceição para a RTP, nos estudios da 5 de Outubro.
Também a 8 de Dezembro mas de 2004, apresentou-se em Concerto de Natal na Igreja de Nª Sra do Loreto, no formato coro & ensemble, com a Missa em Sol M de W.A.Mozart e repertório de Natal, numa organização da Câmara Municipal de Lisboa – Pelouro da Cultura.
Finalmente em 2008, apresentou-se em Concerto à Padroeira na Sé Catedral de Santarém, com a participação do organista Sérgio Silva.
Neste dia, o coro cantou sempre na missa solene nos Jerónimos, com reportório coral variado para o tempo do Advento e esta festa em particular, sem esquecer a participação da assembleia, especialmente no hino popular no fim da missa: Salve Nobre Padroeira.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Momentos irrepetíveis

Com a data de 5 de Dezembro encontramos quatro registos variados na história do coro.
Em 1993 participou neste dia na Missa I Domingo do Advento transmitida pela TVI na Basílica da Estrela. O órgão era o actual instrumento em uso, mas ainda não tinha sido restaurado, e a sua localização na varanda do lado esquerdo do altar mor, onde ficava praticamente oculto, foi um desafio considerável.
Em 1998, o coro cantou num casamento na Capela do Palácio das Necessidades. A capela era muito bonita e muitíssimo parecida (o tecto pelo menos), embora numa escala completamente diferente, com a capela mór dos Jerónimos. E porque o espaço era pequeno ficámos numa posição lateral junto ao altar. O noivo era certamente militar, pois a missa teve honras de escolta. Mas a meio da celebração, um dos soldados que estava junto a nós desmaiou e caíu-me literalmente aos pés, com espada e restante equipamento. Não ganhei para o susto e talvez por isso nunca mais me esqueci deste casamento.
Em 1999, cantámos outra vez numa missa transmitida pela televisão na mesma data, desta vez a Missa do II Domingo do Advento a partir dos Estúdios RTP.
Finalmente, em 2003, o coro apresentou-se em Concerto de Natal na Basílica dos Mártires, com a participação do organista António Esteireiro, numa organização da Câmara Municipal de Lisboa – Pelouro da Cultura. O programa incluiu várias obras a cappella alternadas com obras de órgão adequadas ao instrumento da basílica. A igreja estava cheia e o publico mostrou-se bastante interessado. Primeira justa referencia neste blogue aos nossos familiares que muitas vezes estavam presentes nas actuações do coro e nos apoiavam: a minha avó costumava comentar com quem tinha ao lado que era ‘avó do maestro’, e nessa noite foi presenteada com um retrato que uma rapariga lhe fez durante o concerto e que guarda religiosamente.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

X Aniversário

Uma outra referência ao aniversário do coro, que no ano 2000 se celebrou a 3 de Dezembro.
Tratando-se do X Aniversário, convidámos D.Tomaz Silva Nunes, bispo auxiliar de Lisboa, que presidiu à Missa Solene do I Domingo do Advento nos Jerónimos.
Foi neste dia que se estrearam as vestes vermelhas na liturgia. Ainda me lembro das reacções das pessoas, que foram de surpresa e de grande entusiasmo, especialmente por parte das pessoas habituadas a viajar pela Europa. Apenas me chegou uma observação negativa, de uma pessoa sempre muito crítica de tudo e todos, pelo que a recebi naturalmente como um elogio. A partir dali, as vestes passaram a ser indissociáveis da prestação do coro na liturgia e do espaço concreto em que a fazia. Estranho seria se nos vissem um dia a cantar com roupa de trabalho ou de passeio, num qualquer espaço da igreja onde menos estorvassemos.
Nesse dia o coro cantou na celebração a Missa Dixit Maria de H.L.Hassler, Veni veni Emmanuel de D.Willcocks e Alma Redemptoris de G.P.Palestrina.
Também a 3 de Dezembro mas de 2006, o coro apresentou-se em concerto na Igreja da Madalena, no âmbito de um festival de coros organizado nas igrejas da baixa de Lisboa por ocasião do Natal. O programa era basicamente o apresentado na véspera em S. Roque, em formato coro & ensemble, embora sem as peças com metais, dedicado aos aniversários de Mozart e Michael Haydn.
Acolheu-nos uma plateia que enchia por completo o pequeno templo e com uma boa acústica. Havia pessoas nos corredores e nos altares laterais, sentadas no chão ao pé de nós... No fim, entre as felicitações, veio uma senhora dizer que tinha vivido em Salsburg e nunca tinha ouvido o Ave Verum de Mozart cantado daquela maneira, aliando rigor técnico e espiritualidade.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Há 20 anos atrás

Já aqui se escreveu sobre a importância da missa de domingo na vida do Coro de Santa Maria de Belém, uma importância crucial e estruturante em toda a sua actividade. Com efeito, mais do que o reportório que o coro conseguiu ler, montar e apresentar, relevamos o facto de ter apresentado a quase totalidade desse reportório, com excepção das peças exclusivamente de concerto, no próprio contexto da liturgia. Por detrás desta realidade esteve uma visão da música litúrgica e do papel dos coros em que não se concentram esforços para concertos mais ou menos regulares, como maior ou menor aparato, e se relega depois para a liturgia o resto, o que implica menos meios, menos esforço e menos empenho. Neste coro a ordem de prioridades era, de facto, primeiro a liturgia e depois os concertos. Aliás, procurava-se que os concertos fossem enquadrados pela própria cadência da liturgia, valorizando os tempos fortes do calendário, e assim surgissem como um reforço pedagógico e uma ressonância da própria celebração litúrgica. Infelizmente essa não é uma prática generalizada, pois, não havendo muitos concertos, sempre é possível assistir a alguns e ouvir reportório sacro por amadores e por profissionais, mas o que nos é dado a ouvir nas nossas Igrejas é bem revelador do pouco que entrega à função da Música Sacra, que é a Glória de Deus e a santificação dos fiéis. A glória de Deus parece esquecida e a santificação dos fiéis foi trocada pela satisfação dos fiéis, sendo que a satisfação está sujeita às contingências do gosto, da moda, das modas, que agradam a uns e não a outros e, acima de tudo, nada têm a ver com a perenidade. Nos concertos ainda encontramos amadores e profissionais, e a grande música está em geral a cargo dos profissionais, mas na liturgia quase não há profissionais, nem em regime de voluntariado. E há também, dentro dos poucos profissionais que encontramos, pouco enquadramento da sua actividade, que resulta por vezes em actividade atípica, pouco rentabilizada. Vem tudo isto a propósito de passar hoje 20 anos sobre a primeira missa do coro nos Jerónimos, a primeira de centenas, invariavelmente aos domingos ao meio dia e noutras celebrações festivas, como o Natal, Tríduo Pascal e os feriados santos. Ao fim de um mês e pouco de ensaios com o grupo embrionário, apresentava-se um grupo modesto mas que viria a demonstrar a sua dedicação, a sua capacidade de trabalho e persistência na acção e nos valores, a toda a prova. Um grupo capaz de se adaptar à mudança mas fiel a valores inegociáveis, como ilustra de forma determinante o fim do coro.
Também a 2 de Dezembro, mas em 2006, o coro apresentou-se em concerto na Igreja de S. Roque, na Temporada Música em S. Roque, com um programa dedicado aos aniversários de Mozart e Michael Haydn, num formato de coro & ensemble. Deste evento destaca-se o agrado que o programa suscitou no vasto público que enchia por completo a igreja, como nota positiva, e, noutro registo, o facto de um dos violinistas ter vindo a falecer poucos dias depois do concerto. Aqui lhe prestamos uma homenagem sincera.
Há 20 anos atrás, impelia-nos o idealismo de quem acredita que é possível fazer diferente, de quem não se resigna a ver apenas o que se passa lá fora, como algo inatingível aqui, mas quer o melhor também para a sua terra. Hoje, acautela-nos o realismo de quem chega à conclusão que não basta querer, pois é preciso que os outros também queiram, ou sintam a uma mínima mas genuína vontade (necessidade?) de mudança.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

V Aniversário

O Coro de Santa Maria de Belém apresentou-se pela primeira vez em público na missa solene do I Domingo do Advento. Por isso celebrou durante vários anos o seu aniversário no dia 1 de Dezembro, por ser dia feriado e permitir uma maior disponibilidade dos seus coralistas e amigos. Os registos referem uma destas celebrações, em 1995: V Aniversário do CSMB - Missa de Acção de graças com actuais e antigos coralistas. Cantou-se o Laudate Dominum de E.Chabot, o Salve Regina no tom solene, e O Santíssima com harmonização de Manuel Faria. Mais tarde passariamos a celebrar o aniversário mesmo no próprio I domingo do Advento de cada ano.